Olhei para a direita e tu não estavas. Olhei para a esquerda e encontrei o mesmo cenário. Chamei por ti, gritei o teu nome mas tudo o que obtive foi o mais puro dos silêncios. Não havia vestígios teus, um bilhete, nada. Só restava o espaço que dantes tinhas ocupado. Senti-me confusa, perdida até. Não percebia o porquê da tua ausência mas aos poucos as nuvens começaram a destapar o sol, como depois de uma tempestade de Verão. E então percebi que não sabia quando tinhas partido. As memórias são claras como se fossem de ontem, mas serão? Acho que não. Um acho sem nenhuma certeza, um acho que pode ser ou não. Não sei se tenho saudades tuas ou apenas medo que nunca regresses e digo isto sem ter a certeza se anseio ou não pelo teu regresso. Se regressares ninguém me garante que não te vás embora outra vez e se não regressares o tempo vai apagando as tuas pegadas no meu caminho. Aquele caminho que está marcado com dois pares de passos, quatro pés que caminharam juntos no pó solto da terra quente do Verão e na neve gelada do Inverno. São pegadas que umas vezes mais juntas do que outras eram sempre visíveis lado a lado e deixaram de o ser. As tuas pegadas já não acompanham as minhas! Para onde terás ido?
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