Coiso! É, muito provavelmente a única coisa que me disponho a dizer em dias como hoje. Não estou bem nem mal, nem feliz nem triste, apenas apática e melancólica. Não estou com disposição de fazer grande coisa apesar de ter muitas para fazer. Mas como o corpo não está com grande vontade de colaborar fico-me pelos pensamentos que divagam entre Aveiro e Mangualde, as pessoas de cá e de lá e tudo o que disso advém. Além disso só o divagar de uma mente que já correu não sei quantos lugares até se restringir à minha triste realidade de viver confinada entre duas cidades. E enquanto se revive e inventa umas quantas situações cresce a vontade de algo novo, qualquer coisa que me tire desta rotina... E como neste momento nada é maior em mim do que a preguiça até a música caiu num ciclo vicioso de repetições...
Adele- Set fire to the rain
sábado, 6 de agosto de 2011
Quem é aquela pessoa que me olha com os olhos cheios de lágrimas quando estou em frente ao espelho? Já não sei...
terça-feira, 21 de junho de 2011
A descrição simples e completa da amizade:
"Fazia-a lembrar-se de uma fotografia do livro de Biologia, de um caranguejo eremita que vivia com uma anémona às costas. A anémona, transportada pelo caranguejo, tinha mais hipóteses de encontrar alimento e o caranguejo estava protegido pelos tentáculos urticantes da anémona, que lhe dava camuflagem. Separados, tinham de correr riscos. Juntos, tinham muito mais hipóteses de sobreviver."
Para os românticos a expressão do que passa na alma. Para os mais práticos apenas mariquices. Para os químicos água, cloreto de sódio e mais uns quantos sais dissolvidos, uma fonte de lisozima óptima para nos proteger de eventuais bactérias invasoras. Há lágrimas que correm facilmente e que não conseguimos conter nem controlar por mais que nos esforcemos. Há aquelas que caem imperceptivelmente. As mais fáceis são, talvez, as de raiva ou frustração que nos atingem quando menos esperamos e de forma avassaladora.
As lágrimas de dor, que ninguém quer ou gosta de chorar... são, talvez, as que mais custam a cair, porque antes de sentirmos a tal dita dor há muitos outros sentimos que nos abalroam.
E quando queremos que elas se soltem e elas não saem nem por nada afogando-nos por dentro... Lágrimas são lágrimas. Caem porque nos desiludem, caem quando sentimos saudade, caem porque há pessoas que são muito diferentes daquilo que imaginámos ou porque defraudaram as nossas expectativas, caem porque alguém nos diz que nos ama quando menos estamos à espera e quando mais precisamos de o ouvir, caem porque há dias em que tudo corre da maneira contrária daquilo que devia correr e não devíamos ter saído da cama, caem porque sim ou porque não... caem apenas porque caem. E quando os olhos ficam vermelhos e começam a mudar de cor, eles podem secar e recomeçar a acumular as ditas lágrimas até à próxima descarga ou podem mesmo não parar e acabamos por cair no sono com elas ainda a escorrer para a almofada para acordarmos umas horas mais tarde capazes de nos voltar a erguer para mais umas quantas batalhas travadas todos os dias até ao dia que alguém ou alguma coisa nos volta a fazer chorar uma vez mais... seja de desilusão, de dor, de raiva, de fraqueza, de emoção... Ninguém sabe quando será a próxima vez, qual será o próximo motivo, mas quando chegar o momento vão cair da mesma forma, vão voltar a fazer com que estes olhos mestiços fiquem verdes novamente, mas com um brilho novo... com o brilho que ganham sempre quando estão prontos para se levantarem novamente e para dizer à vida "Anda cá outra vez tentar derrubar-me porque ainda não foi desta que deste cabo de mim!".
Encontrada ontem no meio de tantas outras... A música do Arraial Beirão de 2008. Boa música, grande noite, óptima companhia *.*
segunda-feira, 16 de maio de 2011
O pior de todos os defeitos? O egoísmo! Vive nas pessoas desde sempre e toda a gente o sabe, no entanto continuamos a ser desiludidos dia após dia graças a ele.