segunda-feira, 30 de abril de 2012

Às vezes parece que o mundo abranda! E mesmo continuando a ouvir o tic tac do relógio no ritmo habitual, parece-me que o tempo está parado.
E enquanto o Sol ainda se exibe no céu como sendo o Mestre do Mundo fico a ver todas as coisas que também abrandam... os carros desfilam pela rua, as folhas das árvores dançam ao sabor do vento, os gatos brincam lá em baixo, as nuvens afastam-se para deixar o Sol brilhar em toda a sua plenitude e depois voltam a escondê-lo como um menino envergonhado que se esconde atrás da saia da mãe ao mesmo tempo que espreita com um ar curioso.
E a pouco e pouco, no mesmo ritmo lento a que todo o mundo se move, a toda poderosa esfera de fogo que nos ilumina começa a descer no horizonte. E a cada passo que dá em direcção ao mar como se nele se quisesse afogar, o céu muda de tons e cores numa panóplia que vai desde o mais belo dos azuis até ao mais quente dos vermelhos. E finalmente, esta palete de cores acaba no mais escuro dos negros ponteado por aqueles pequenos pontos luminosos que enfeitam o céu como diamantes e que fazem sonhar tanta gente.
E enquanto aquela a quem chamam grande conselheira cai, as luzes da cidade começam a acender lentamente lá ao fundo, onde parece que o mundo acaba e mais nada existe. Mas até isso é uma ilusão... nada acaba ali a não ser o que a vista alcança. Mas para lá daquela linha de horizonte encontra-se umas das coisas mais contempladas. O mar! Parece-nos azul, mas é só ilusão de óptica. No entanto existem poucas coisas tão bonitas como o prateado que nele se vê quando o sol alto lhe incide ou a maravilha que é ver o pôr do sol sentada na areia. E mesmo quando o dia está nublado e o sol não ilumina o mar ele continua a ir e a vir num movimento perfeito e sincronizado que acalma a mais feroz das almas. E é por isso que tantas vezes tenho vontade de sair de casa e ir para a praia só para ficar sentada na areia a olhar o movimento das ondas que cada vez que recuam levam mais uma preocupação, mais uma angústia ou mais uma parvoíce qualquer que me assombre. E cada uma das ondas que rebenta na areia traz qualquer coisa de bom que não sei bem o que é mas que me liberta.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

É tudo sem ser nada! Ou é tanta coisa que não dá para perceber onde começam umas e acabam outras. A verdade é que não sei...
As saudades de algumas coisas corroem e no entanto existe em mim uma vontade infinita de cantar a plenos pulmões. E como se o mundo fosse acabar dentro de instantes, o volume da música está no máximo e sente-se o pulsar das batidas da bateria e dos solos de guitarra eléctrica e no entanto continua a parecer-me demasiado baixa...
E contrariamente ao que acontece tantas vezes, não existem músicas desadequadas para o meu estado de espírito. E assim as músicas sucedem-se umas às outras numa mistura estranha de Adele, Metallica, Scorpions e Andrea Bocelli, entre uns quantos outros que não têm grande coisa em comum. Porque hoje não interessam batidas, ritmos ou letras, importa apenas o volume da música e que estas me permitam cantar em surdina, porque apesar de me apetecer cantar o mais alto possível não posso devido às horas :)
Sinto-me esquisita, num misto de euforia, descontentamento, melancolia e desespero. Sou eu, complicada como na maior parte das vezes!

sábado, 1 de outubro de 2011

Coiso! É, muito provavelmente a única coisa que me disponho a dizer em dias como hoje. Não estou bem nem mal, nem feliz nem triste, apenas apática e melancólica. Não estou com disposição de fazer grande coisa apesar de ter muitas para fazer. Mas como o corpo não está com grande vontade de colaborar fico-me pelos pensamentos que divagam entre Aveiro e Mangualde, as pessoas de cá e de lá e tudo o que disso advém. Além disso só o divagar de uma mente que já correu não sei quantos lugares até se restringir à minha triste realidade de viver confinada entre duas cidades.
E enquanto se revive e inventa umas quantas situações cresce a vontade de algo novo, qualquer coisa que me tire desta rotina...
E como neste momento nada é maior em mim do que a preguiça até a música caiu num ciclo vicioso de repetições...




Adele- Set fire to the rain

sábado, 6 de agosto de 2011

Quem é aquela pessoa que me olha com os olhos cheios de lágrimas quando estou em frente ao espelho? Já não sei...

terça-feira, 21 de junho de 2011

A descrição simples e completa da amizade:

"Fazia-a lembrar-se de uma fotografia do livro de Biologia, de um caranguejo eremita que vivia com uma anémona às costas. A anémona, transportada pelo caranguejo, tinha mais hipóteses de encontrar alimento e o caranguejo estava protegido pelos tentáculos urticantes da anémona, que lhe dava camuflagem. Separados, tinham de correr riscos. Juntos, tinham muito mais hipóteses de sobreviver."

in Ilusão Perfeita

segunda-feira, 13 de junho de 2011

sábado, 28 de maio de 2011

Tears :')

Lágrimas...
Para os românticos a expressão do que passa na alma. Para os mais práticos apenas mariquices. Para os químicos água, cloreto de sódio e mais uns quantos sais dissolvidos, uma fonte de lisozima óptima para nos proteger de eventuais bactérias invasoras.
Há lágrimas que correm facilmente e que não conseguimos conter nem controlar por mais que nos esforcemos. Há aquelas que caem imperceptivelmente.
As mais fáceis são, talvez, as de raiva ou frustração que nos atingem quando menos esperamos e de forma avassaladora.
As lágrimas de dor, que ninguém quer ou gosta de chorar... são, talvez, as que mais custam a cair, porque antes de sentirmos a tal dita dor há muitos outros sentimos que nos abalroam.
E quando queremos que elas se soltem e elas não saem nem por nada afogando-nos por dentro...
Lágrimas são lágrimas. Caem porque nos desiludem, caem quando sentimos saudade, caem porque há pessoas que são muito diferentes daquilo que imaginámos ou porque defraudaram as nossas expectativas, caem porque alguém nos diz que nos ama quando menos estamos à espera e quando mais precisamos de o ouvir, caem porque há dias em que tudo corre da maneira contrária daquilo que devia correr e não devíamos ter saído da cama, caem porque sim ou porque não... caem apenas porque caem.
E quando os olhos ficam vermelhos e começam a mudar de cor, eles podem secar e recomeçar a acumular as ditas lágrimas até à próxima descarga ou podem mesmo não parar e acabamos por cair no sono com elas ainda a escorrer para a almofada para acordarmos umas horas mais tarde capazes de nos voltar a erguer para mais umas quantas batalhas travadas todos os dias até ao dia que alguém ou alguma coisa nos volta a fazer chorar uma vez mais... seja de desilusão, de dor, de raiva, de fraqueza, de emoção...
Ninguém sabe quando será a próxima vez, qual será o próximo motivo, mas quando chegar o momento vão cair da mesma forma, vão voltar a fazer com que estes olhos mestiços fiquem verdes novamente, mas com um brilho novo... com o brilho que ganham sempre quando estão prontos para se levantarem novamente e para dizer à vida "Anda cá outra vez tentar derrubar-me porque ainda não foi desta que deste cabo de mim!".






(Tears in Heaven - Eric Clapton)