Há quem diga que pequenas mudanças desencadeiam GRANDES mudanças. Bom, hoje fiz o meu mundo mudar.
Não que tenha feito algo ao planeta em que vivo, pois esse não é o MEU mundo. O meu mundo é relativamente mais pequeno, mais restrito, relativamente mais meu…
Aquelas 4 paredes que constituem esse mundo (pra quem não percebeu refiro-me ao meu quarto) em que vivo constantemente em conflito comigo própria e com o resto da humanidade é onde, mesmo assim me sinto bem, segura, protegida de tudo, mudou um pouco.
Não fiz nenhuma mudança radical como mudar a mobília toda ou pintar as paredes de preto (algo que eu gostava bastante de fazer mas que a minha mãe não deixa). Uma rotação de 90˚ à cama, uma de 180 à cómoda, a eliminação de uma das secretárias e de uma das mesinhas de cabeceira que o constituíam serviu para que esse mundo onde vivo confinada, absorta de tudo o resto (coisa que mete confusão a muita gente) sofresse um pequeno abanão.
Ah fiz também questão de retirar de uma das prateleiras todos os pequenos bonequinhos que andava a juntar há, pelo menos uns 2 ou 3 anos, criancices como os bonecos dos Happy Meal ou as surpresas dos ovos Kinder, agora também a parte mais infantil do meu “eu” desapareceu… não por completo porque continuo a guardar todos os bonecos de peluche que tenho…
Bom, não sei se se pode considerar isto defeito, mas agora, com 19 anos ainda tenho dentro de mim uma criança que não tem mais de 5.
E enquanto os calhamaços dos livros que gosto de ler sobre homicídios e coisas do género contrastam com a infantilidade de todos os bonequinhos que me rodeiam dou por mim a também eu tentar mudar. Talvez não faça a minha vida dar uma volta de 180˚ ou nem sequer uma de 90, porque tal como a minha mãe diz sou demasiado comodista pra mudar o que quer que seja, mas talvez hoje tenha necessidade de mudar alguma coisa, ou simplesmente de me livrar de algumas…
Poderia começar por mudar o mau feitio que tenho, poderia deixar de ser egoísta, mesquinha, infantil, egocêntrica, ou mesmo má tal como muitas pessoas dizem que sou, mas aí deixaria de ser eu. Talvez fizesse um grande favor a muita gente que não me suporta se, simplesmente deixasse de existir, mas tenho a certeza que haveria de haver pelo menos uma pessoa neste mundo que iria sentir a minha falta…
Assim, decidi mudar coisas menos radicais. A partir de hoje, tal como já me foi dito, sou superior a tudo. As pessoas que não gostam de mim e me criticam pelas costas serão apenas como aquelas estátuas que há espalhadas por esse mundo fora e às quais ninguém dá a mínima importância…
Toda aquela raivinha que algumas pessoas provocavam em mim vai deixar de existir, tal como o ódio tremendo que cultivo apenas por uma pessoa no mundo inteiro. Agora, essas pessoas vão despertar em mim apenas uma coisa… INDIFERENÇA!!! Eu sou melhor que todos eles juntos. Posso até ser um pequeno (ou grande) poço de desfeitos, mas ninguém é perfeito e ninguém é melhor do que eu.
Eu sou apenas eu, Sílvia Reis, 19 anos, estudante de Bioquímica em Aveiro, alguém a quem falta, sobretudo juízo mas que vive bastante bem com isso e, peço já desculpa pelo cliché, quem está mal que se mude.
Hoje talvez tenha mudado muito mais do que o meu quarto, muito mais do que aqui escrevi, hoje talvez tenha mudado realmente…
Não que tenha feito algo ao planeta em que vivo, pois esse não é o MEU mundo. O meu mundo é relativamente mais pequeno, mais restrito, relativamente mais meu…
Aquelas 4 paredes que constituem esse mundo (pra quem não percebeu refiro-me ao meu quarto) em que vivo constantemente em conflito comigo própria e com o resto da humanidade é onde, mesmo assim me sinto bem, segura, protegida de tudo, mudou um pouco.
Não fiz nenhuma mudança radical como mudar a mobília toda ou pintar as paredes de preto (algo que eu gostava bastante de fazer mas que a minha mãe não deixa). Uma rotação de 90˚ à cama, uma de 180 à cómoda, a eliminação de uma das secretárias e de uma das mesinhas de cabeceira que o constituíam serviu para que esse mundo onde vivo confinada, absorta de tudo o resto (coisa que mete confusão a muita gente) sofresse um pequeno abanão.
Ah fiz também questão de retirar de uma das prateleiras todos os pequenos bonequinhos que andava a juntar há, pelo menos uns 2 ou 3 anos, criancices como os bonecos dos Happy Meal ou as surpresas dos ovos Kinder, agora também a parte mais infantil do meu “eu” desapareceu… não por completo porque continuo a guardar todos os bonecos de peluche que tenho…
Bom, não sei se se pode considerar isto defeito, mas agora, com 19 anos ainda tenho dentro de mim uma criança que não tem mais de 5.
E enquanto os calhamaços dos livros que gosto de ler sobre homicídios e coisas do género contrastam com a infantilidade de todos os bonequinhos que me rodeiam dou por mim a também eu tentar mudar. Talvez não faça a minha vida dar uma volta de 180˚ ou nem sequer uma de 90, porque tal como a minha mãe diz sou demasiado comodista pra mudar o que quer que seja, mas talvez hoje tenha necessidade de mudar alguma coisa, ou simplesmente de me livrar de algumas…
Poderia começar por mudar o mau feitio que tenho, poderia deixar de ser egoísta, mesquinha, infantil, egocêntrica, ou mesmo má tal como muitas pessoas dizem que sou, mas aí deixaria de ser eu. Talvez fizesse um grande favor a muita gente que não me suporta se, simplesmente deixasse de existir, mas tenho a certeza que haveria de haver pelo menos uma pessoa neste mundo que iria sentir a minha falta…
Assim, decidi mudar coisas menos radicais. A partir de hoje, tal como já me foi dito, sou superior a tudo. As pessoas que não gostam de mim e me criticam pelas costas serão apenas como aquelas estátuas que há espalhadas por esse mundo fora e às quais ninguém dá a mínima importância…
Toda aquela raivinha que algumas pessoas provocavam em mim vai deixar de existir, tal como o ódio tremendo que cultivo apenas por uma pessoa no mundo inteiro. Agora, essas pessoas vão despertar em mim apenas uma coisa… INDIFERENÇA!!! Eu sou melhor que todos eles juntos. Posso até ser um pequeno (ou grande) poço de desfeitos, mas ninguém é perfeito e ninguém é melhor do que eu.
Eu sou apenas eu, Sílvia Reis, 19 anos, estudante de Bioquímica em Aveiro, alguém a quem falta, sobretudo juízo mas que vive bastante bem com isso e, peço já desculpa pelo cliché, quem está mal que se mude.
Hoje talvez tenha mudado muito mais do que o meu quarto, muito mais do que aqui escrevi, hoje talvez tenha mudado realmente…
2 comentários:
as voltas que o teu mundo da! xD
adicionei o teu blog na minha listinha
Bjibo
mudança...?!?! t e's perfeita por seres TU....por seres única, por seres verdadeira, por seres directa, por teres essa teimosia e tudo o mais que dizias mudar. Por x faz-nos bem mudar, mas o essencial de nós tem de se manter....defeitos e virtudes são o que fazem de nós autênticos e únicos.
Só te deixo mudar é de posição, pois por x é bom ir mudando para não se tornar monótono,né minha metade? ;D
Bjaaaaaaaoooooooooooo
Já agora, e como cheguei ao último post de agora, deixa que te diga que adorei....vou continuar a visitar e espero não deixar outra x tantos para um dia só. É que isto foi muita emoção junta....Primeiro kase me pões a chorar de tanto rir com o relato do teu aniversário...depois a lágrima kia cair ao recordar os momentos na ESFA..agora falas-me em mudança recordando-me cenas menos boas.... assim não dá lool
bjo mto grande amor ;D
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