É 1:20 e provavelmente já deveria de estar a dormir já que me levantei demasiado cedo pra aquilo que considero minimamente aceitável pra quem está de férias, mas o rol de memórias despoletado por uma conversa que tive no MSN com alguém não me deixa dormir… apesar do sono e das dores de cabeça o meu cérebro estava demasiado activo pra desligar e deixar-me dormir e já quase em desespero tive de me levantar… agora, sentada à secretaria as memórias, as recordações de um tempo que já lá vai continuam aqui a fervilhar como se tivesse vivido tudo aquilo ontem.
Deparo-me com um dado curioso! Há cerca de 15 anos que ando na escola e no entanto as melhores recordações, as melhores pessoas estão todas ligadas ao mesmo sítio. ESFA! A minha eterna ESFA.
Deparo-me com um dado curioso! Há cerca de 15 anos que ando na escola e no entanto as melhores recordações, as melhores pessoas estão todas ligadas ao mesmo sítio. ESFA! A minha eterna ESFA.
Entrei pra lá quando iniciei o meu 9º ano. A escolha não foi minha, mas a conselho de muitas outras pessoas a minha mãe achou que seria mais fácil pra mim fazer depois a adaptação ao 10º ano se já conhecesse a escola, se já estivesse integrada no espaço. Lembro-me perfeitamente de ter barafustado bastante, mas lá fui.
O primeiro dia de aulas continua bem presente ainda hoje. Começámos as aulas uma semana depois de todas as outras escolas terem aberto as portas (logo aqui já comecei a gostar) porque a escola ainda estava em obras. No dia 24 de Setembro de 2004, sexta-feira! Não me lembro qual foi a minha primeira aula, mas lembro-me que foi na E 3. Um verdadeiro choque! Pra quem estava habituada a uma escola toda novinha, em que as paredes das salas eram de cores claras e no primeiro dia de aulas numa escola nova entra numa sala em que as paredes são verdes, estão completamente riscadas e a turma não é deveras das mais simpáticas que se pode ter, tem-se o desejo quase mórbido de nunca mais lá pôr os pés. Pois é. Foi o que me aconteceu a mim. No entanto a atitude foi mudando. Fui conhecendo o pessoal e apesar de a primeira impressão se manter até hoje sobre algumas dessas pessoas, fui percebendo que nem todas eram assim.
Passámos grandes momentos nas escadas de aceso ao campo por trás do pavilhão D. Fosse Verão ou Inverno, desde que não estivesse a chover, lá estávamos nós batidos e, se por acaso alguém estivesse a ocupar o lugar que era destinado ao 9ºA (apesar de não haver nada que indicasse que aquele sitio era nosso) iria saltar de lá depressa já que nós abancávamos na mesma como se não estivesse lá mais ninguém.
Era o nosso pequeno santuário. Era lá que passávamos quase todo o tempo em que não estávamos em aulas, era lá que alimentávamos os pequenos cachorros a mistos (que comprávamos quase de propósito pra matar a fome aos pobres animais), era lá que se faziam aqueles que eram os mais originais almoços da ESFA. Eu, mais duas malucas que me acompanhavam sempre, almoçávamos, quase diariamente, Santal Plus de Maçã e Skittles… uma refeição pouco recomendada mas que era um vicio contra o qual não conseguíamos lutar.
Foi neste mesmo ano que o Requito se tornou “a minha prima”… uma história demasiado complexa pra aqui ser escrita, mas que dura até hoje.
Bom, o 10º ano foi assim uma coisa… muita gente nova pra conhecer, alguns companheiros do ano anterior, mas acima de tudo um ano de libertação…
Grandes momentos. As aulas de química que eram uma moca porque aquelas actividades experimentais saiam, quase sempre, ao contrario do que era esperado. As aulas de filosofia em que não ouvia metade do que a prof dizia, as de matemática que eram bastantes semelhantes às de filosofia, as de inglês em que eu e a Jessica passávamos a vida a levar na cabeça por copiarmos a resolução dos exercícios das soluções e em que passávamos a vida a pedir a stôra que nos deixasse ir a casa de banho… e depois claro que a prof gostava mais do pessoal do 10ºA… eles eram muito mais bem comportados do que nós.
O 11º. Mudei de companheira de mesa, comecei a ficar viciada em bolachinhas nos intervalos. Ora o pacote tinha 8 bolachas, normalmente seriam 2 pra mim, 2 pra Cátia, 2 pra Marta e 2 pra Diana, mas o pior era quando o Paulo chegava e nós ainda não tínhamos acabado de as comer… lá se ia o pacote tudo só pró menino.
No fim deste ano, já em vésperas de exames nacionais aprendi que não se pode confiar em toda a gente, mesmo que essa dita pessoa tenha andado connosco na escola desde o 5º ano. Uma palavra mal dita, uma frase mal interpretada ou apenas pura maldade poderia ter acabado com amizades que prezava. Desde esse dia que digo que sou capaz de admitir tudo menos meterem-se entre mim e os meus amigos. Pessoas que fazem isso são pessoas tristes. Porque não tem vida própria e precisam deste mexeriquinhos pra terem alguma coisa com que se entreterem… dessas pessoas eu tenho apenas pena.
Bom, mas ainda antes vivemos a nossa grande viagem de turma. Espanha chamou por nós e nós lá fomos. Grandes directas, grandes escândalos no meio do corredor lá pras 4 ou 5 da manhã, grandes quadros com grandes buracos, grande sarau pra lá podermos ter estado. E, como não podia deixar de ser, grandes enterros. Ora houve alguém, que eu não sei quem tenha sido, que entra numa loja em plena cidade de Mangualde pra vender rifas e se depara com a dona da loja a falar baixinho… ora essa dita pessoa, numa inocência pura pensou que estaria, por ventura, um bebé a dormir e travou com a dita senhora uma conversa aos sussurros. Qual não é a vontade de esganar as colegas, quando chega cá fora e uma lhe diz que a senhora estava rouca. Ora portanto, aquela que na melhor das suas intenções falou baixinho, passou por parva e pior ainda, toda a gente que estava naquela loja àquela hora ficou, com certeza a pensar que a senhora estava a ser gozada… Sara e Raquel da próxima vez dou cabo de vocês.
E pronto, entre gargalhadas e histerias acabou mais um ano.
12º. O melhor dos melhores. Sobre ele poderia passar a resto da noite a escrever. Ganhei 3 irmãos, ainda por cima GÉMEOS, transformei raiva em amizade e depois num amor profundo, reavivei uma amizade que quero manter pra vida. Foi um ano difícil com um balanço positivo no final.
Mais uma vez tive grandes momentos. Talvez um dos pontos mais altos tenha sido a recriação da noticiada historia do “Dá-me o telemóvel”, mas desta vez envolvia um livro, o director da escola e não tinha qualquer acto de violência. Foi, decerto, das piores figuras que já fiz em toda a minha vida (e que nunca será esquecido já que existem filmes desse momento glorioso). E a culpa é da menina Flávia, que com uma escola tão grande se foi pôr a ler os poemas à entrada do pavilhão A.
Entre horas de almoço a fazer fotossíntese, aulas de AP em que era só parodia, aulas de biologia que davam pra aliviar o stress e aulas de EF em que nos baldávamos a maioria das vezes, chegou o tão temido dia. 6 de Junho de 2008. O fim de uma era que a maioria não queria que acabasse e que deixa tantas saudades.
Agora, já com o secundário acabado e quase a iniciar o 2º ano da faculdade é que me apercebo de como as coisas mudaram. Já não tenho aquela vontade de ir pra escola que tinha quando andava na ESFA, já não tenho aqueles momentos em que alguém dizia algo com vários tipos de interpretações e olhava pró lado e estava alguém que tinha aquele sorriso malicioso pois tinha pensado o mesmo que eu. Até a relação que tinha com os meus amigos mudou. Não culpo ninguém por isso, simplesmente aconteceu, porque as coisas mudaram, nós mudámos.
E agora, neste preciso momento olhei pró telemóvel e vi 9 de Agosto de 2009, por segundos fechei os olhos e pedi que quando os abrisse fosse dia 9 de Agosto de 2007. Estaria mais uma vez a preparar-me pra um ano em cheio na ESFA. No local onde melhor me sentia, naquela que era mais do que a minha escola, era uma 2ª casa, que nunca teria abandonado se não tivesse sido obrigada a isso… no entanto estamos em 2009, mas uma coisa é certa, cada lugar, cada esquina, cada parede daquela escola tem uma história que ficará para sempre guardada, não apenas no meu, mas no coração de todos aqueles que por lá passaram e que tal como eu amaram fazer parte daquela a que chamamos e chamaremos sempre a MINHA ESFA *.*
Dava tudo pra poder voltar atrás…
1 comentário:
Menina Sílvia, antes de mais deixa q te diga que a d. Belmira Rebelo gostava mais do 10ºA do que de chocolate….hehe não que isso me alegre muito porque eu não gostva nada dela mas ok. xD
Qto ao 9º, 10º 1 11º não há mto a dizer mas, qto ao 12º ao qual deste mais relevância tb eu darei porque foi, sem dúvida, O MELHOR.
Ai…essa recriação do caso “Dá-me o telemóvel” com o director da escola, com um livro e sem violência uma x q qd ele t encostou à parede e abanou akele bigodito tu te derreteste toda e deste-lhe o bendito livrinho…. A culpa não foi minha….s vocês não escrevessem akeles belos poemas nas aulas de Biologia e se me tivessem avisado que akele “Figueireda” era para mim nada disso teria acontecido…mas também, se assim fosse, não teriamos descoberto o prevertido nelito e não teriamos passado akeles belos momentos com ele e a falar e escrever sobre ele e para ele =D
Essas horas de almoço na fotossíntese que me deixaram doente por uma semana…
“Agora, já com o secundário acabado e quase a iniciar o 2º ano da faculdade é que me apercebo de como as coisas mudaram. Já não tenho aquela vontade de ir pra escola que tinha quando andava na ESFA, já não tenho aqueles momentos em que alguém dizia algo com vários tipos de interpretações e olhava pró lado e estava alguém que tinha aquele sorriso malicioso pois tinha pensado o mesmo que eu. Até a relação que tinha com os meus amigos mudou. Não culpo ninguém por isso, simplesmente aconteceu, porque as coisas mudaram, nós mudámos.” Subscrevo xD
A MINHA ESFA, A MINHA UFA, A ESCOLA, A 2ª CASA…muitos nomes lhe atribuimos mas o significado é só um…MELHORES MOMENTOS DA MINHA VIDA! Como disseste, cada lugar, cada esquina, cada parede tem histórias para contar…ai se akelas paredes falassem xP Adorava ter tudo aquilo de volta… Ter-vos a todos de volta como antes… mas não é possível…
Resta recordar todos esses bons momentos e sempre que possível voltar lá e recordá-los naqueles mesmos sítios com toda a alegria que nos é tão característica!
Bjinho sua pega que me deixaste c a lágrima no canto do olho lool
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