Tudo tem um fim e as coisas boas acabam ainda mais depressa. Uma pequena mudança, um pequeno ajuste quando tudo é perfeito e tudo acaba. E quando as mudanças são enormes? Aí é impossível recuperar todo o resto .. são feitas promessas ao contrário mas o que é certo é que nada volta, o fim é definitivo, irreversível, inevitável. Podiamos chamar-lhe destino mas já o tinhamos feito antes quando tudo melhorou... então porque haveria o destino de criar algo para o destruir a seguir? Talvez seja como as crianças que constroem torres de legos pra desmanchar a seguir... ou como aquelas pesssoas que passam horas a equilibrar pecinhas de dominó para depois as verem cair em minutos ou mesmo segundos...
A verdade é que as coisas mudam e as pesssoas também. As mudanças são inevitáveis e muitas vezes necessárias... eu diria mesmo imprescindíveis. Mas e quando essas mudanças são tão profundas que deixamos de ser quem éramos? Quando olhamos para alguém que conheciamos como a palma das nossas mãos e que em pouco tempo deixámos de conhecer por causa dessas mesmas mudanças? O abismo que se abre entre duas pessoas quando isto acontece é gigantesco. As duas partes do abismo estão muitas vezes ligadas por uma ponte, que muitas vezes é demasido velha e perigosa para se atravessar e outras é demasiado comprida... Poderíamos dizer que por uma pessoa da qual gostamos realmente fazemos tudo e talvez até houvesse uma solução se cada uma das pessoas estivesse disposta a percorrer metade dessa ponte, por entre perigos ou mesmo km se fosse preciso.Mmas quando cada uma se encontra na sua ponta da ponte e apenas uma dá o primeiro passo, quando apenas uma se dispõe a atravessar a ponte que liga duas pessoas que outrora foram inseparáveis, aí não sei se realmente valerá a pena, porque se a ponte for velha e perigosa a pessoa que se dispôs a travessá-la sozinha provavelmente cairá no abismo porque o tempo passou e a ponte degradou-se ao ponto de não suportar a presença de ninguém em cima dela. No entanto se a ponte for apenas muito comprida a viagem vai parecer infinita e aí acabará por desistir da travessia por se sentir sozinha numa caminhada que deveria ser feita a dois. E então? Desiste-se das pessoas só porque elas mudam? Sinceramente não sei o que responder a isto. Numa visão mais romântica da questão responderia que se de facto se gostasses da outra pessoa o caminho nunca seria deamsiado perigoso, demasiado longo. Mas sendo prática responderia que se não somos importantes o suficiente páa outra pessoa percorrer metade do caminho por nós, então não vale a pena. Será sempre uma perda de tempo porque quando chegarmos ao outro lado do abismo já se criou outro ainda maior e irá sempre acontecer isto até um dia nos apercebermos que andamos a perder tempo e energia com algo que estava condenado desde o inicio...
Hoje vejo-me muitas vezes nesta situação. Adorei e adoro pessoas que mudaram demasiado pra conseguirmos ter o que tínhamos. Talvez o que nos separa não seja um abismo assim tão grande ao ponto de ser intransponível, mas que cresce a cada dia que passa e eu não estou mais disposta a cotinuar sozinha, não consigo.
Talvez um dia estejamos ambos dispostos a percorrer um caminho até ao mesmo ponto e aí possamos reconstruir tudo o que um dia tivemos, mas por agora vou também eu ficar apenas a fitar a ponte que nos separa...
A verdade é que as coisas mudam e as pesssoas também. As mudanças são inevitáveis e muitas vezes necessárias... eu diria mesmo imprescindíveis. Mas e quando essas mudanças são tão profundas que deixamos de ser quem éramos? Quando olhamos para alguém que conheciamos como a palma das nossas mãos e que em pouco tempo deixámos de conhecer por causa dessas mesmas mudanças? O abismo que se abre entre duas pessoas quando isto acontece é gigantesco. As duas partes do abismo estão muitas vezes ligadas por uma ponte, que muitas vezes é demasido velha e perigosa para se atravessar e outras é demasiado comprida... Poderíamos dizer que por uma pessoa da qual gostamos realmente fazemos tudo e talvez até houvesse uma solução se cada uma das pessoas estivesse disposta a percorrer metade dessa ponte, por entre perigos ou mesmo km se fosse preciso.Mmas quando cada uma se encontra na sua ponta da ponte e apenas uma dá o primeiro passo, quando apenas uma se dispõe a atravessar a ponte que liga duas pessoas que outrora foram inseparáveis, aí não sei se realmente valerá a pena, porque se a ponte for velha e perigosa a pessoa que se dispôs a travessá-la sozinha provavelmente cairá no abismo porque o tempo passou e a ponte degradou-se ao ponto de não suportar a presença de ninguém em cima dela. No entanto se a ponte for apenas muito comprida a viagem vai parecer infinita e aí acabará por desistir da travessia por se sentir sozinha numa caminhada que deveria ser feita a dois. E então? Desiste-se das pessoas só porque elas mudam? Sinceramente não sei o que responder a isto. Numa visão mais romântica da questão responderia que se de facto se gostasses da outra pessoa o caminho nunca seria deamsiado perigoso, demasiado longo. Mas sendo prática responderia que se não somos importantes o suficiente páa outra pessoa percorrer metade do caminho por nós, então não vale a pena. Será sempre uma perda de tempo porque quando chegarmos ao outro lado do abismo já se criou outro ainda maior e irá sempre acontecer isto até um dia nos apercebermos que andamos a perder tempo e energia com algo que estava condenado desde o inicio...
Hoje vejo-me muitas vezes nesta situação. Adorei e adoro pessoas que mudaram demasiado pra conseguirmos ter o que tínhamos. Talvez o que nos separa não seja um abismo assim tão grande ao ponto de ser intransponível, mas que cresce a cada dia que passa e eu não estou mais disposta a cotinuar sozinha, não consigo.
Talvez um dia estejamos ambos dispostos a percorrer um caminho até ao mesmo ponto e aí possamos reconstruir tudo o que um dia tivemos, mas por agora vou também eu ficar apenas a fitar a ponte que nos separa...
1 comentário:
Pontes pontes :D
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