sexta-feira, 9 de julho de 2010

Saudades. Tenho saudades de tantas coisas, de tantas pessoas, de tantos momentos, de tantos lugares que podia passar o resto da minha vida a escrever sobre isso.
Mas, acima de tudo, do que tenho mais saudades é de ser estupidamente feliz... Só porque sim. De achar que não me falta nada, de a felicidade ser tanta que chega a ser dor. E dor mesmo! Aquela dor física altamente bem suportada porque nada é mais importante que aquela felicidade. Estes momentos de plenitude já foram facilmente alcançados sem ser preciso um motivo. Ter vontade de sorrir sem razão nenhuma, ter sede de viver, ter vontade de dançar, de cantar, de rir e de chorar ao mesmo tempo. Ter tanta coisa a passar-se cá dentro que nem sequer era possível explicar, mas acima de tudo, ter a certeza absoluta de que era totalmente feliz.
Hoje sei que sou feliz, mas com uma felicidade diferente, uma felicidade incompleta porque falta sempre algo, alguém...
Perdi muitas coisas nos últimos tempos, afastei muitas pessoas das quais gostava muito, outras afastaram-se por elas próprias, por vontade do destino ou pelo passar do tempo. Hoje vivo com saudades de algumas delas. Não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que sinto falta de todas as pessoas com as quais tenho vindo a perder contacto nos últimos tempos... a verdade é que há algumas das quais me lembro muito esporadicamente... mas há sempre aquelas das quais me lembro todos os dias. E não, não é por ter a cara de algumas como imagem de fundo do pc, ou sequer por falarmos todos os dias. Há pessoas com as quais talvez nem chegue a falar uma vez por mês e mesmo assim lembro-me delas todos os dias, porque são importantes pra mim, porque sempre o foram, porque são elas as pessoas a quem orgulhosamente chamo "amigos". Pessoas essas pelas quais poria as minhas mãos no fogo, pelas quais daria a minha vida sem sequer pensar uma vez quanto mais duas...
Hoje, sentada na rua ao final da tarde, dei-me conta das saudades que tinha de fazer aquilo. Ficar apenas sentada a olhar o mundo em redor como se não fizesse parte dele, apenas como se fosse uma daquelas bolinhas que viramos ao contrário para depois ver a neve a cair. E ali fiquei a ver os passarinhos a voar junto ao chão e depois a subir a pique rumo aos céus como se brincassem, fazendo parecer tudo aquilo tão fácil. Ao mesmo tempo apercebi-me de que hoje não tenho uma boa vista sobre a serra devido às nuvens e de que vivo num lugar bonito... E tudo isto me deu saudades dos tempos em que brincava naquele mesmo sítio com uma inocência verdadeira e sem fazer a mínima noção de que o mundo era tão vasto e que uns anos depois este lugar chegaria ao ponto de se tornar pequeno demais pra mim.
De repente, no meio de tantos devaneios corri para casa, entrei no meu quarto de rompante e abri a janela... dali sim, tem-se uma vista a sério e aí senti saudades dos tempos em que passava horas sentada naquele parapeito e quanto mais a minha mãe gritava comigo para sair dali mais vontade eu tinha de ali continuar. Dali eu vi o sol nascer, ali curei muitas feridas, ali tomei algumas decisões em alturas em que o espaço do meu quarto era demasiado pequeno e eu sentia claustrofobia dentro dele...
Agora, já nem sei muito bem de que é que tenho saudades. Será apenas das pessoas? Dos lugares? Dos momentos? Ou terei saudades de um "eu" que já não existe? Talvez. Talvez seja isso, talvez não seja... a verdade é que há uma parte de mim que se foi perdendo e que às vezes ainda me faz falta. Um "eu" menos pensativo, muito mais instintivo, muito mais impulsivo (se bem que arrependo-me de algumas coisas que fiz nessa altura), um "eu" diferente.
As pessoas mudam com o tempo e eu também mudei. Algumas coisas porque teve mesmo de ser, outras foram acontecendo, mas nem todas essas mudanças foram 100% positivas... houve algumas que tive mesmo de fazer porque não havia maneira de continuar da mesma forma, mas que depois me fizeram perder algumas coisas que eu nunca quis perder. Mas e depois? Se não tivessem sido feitas as consequências podiam ter sido bem piores.. Fica a dúvida que persistirá sempre, porque nem tudo tem uma resposta, nem a todas as nossas perguntas nos é dada uma resposta... às vezes são apenas lançadas suposições. Um dia, gostava de perder todas as dúvidas, viver apenas de certezas, sem "se's"...
Quanto às saudades sei que elas nunca vão desaparecer e ainda bem. É sinal de que continuo a recordar tudo o que vivi e me fez feliz, é sinal de que ainda continuo a gostar das pessoas que me rodeiam (que espero que ainda sejam as que me rodeiam hoje), é sinal de que estou viva e que sinto.
Enquanto que por agora ficam as saudades dos AMIGOS (há pessoas com uns conceitos um bocado estranhos desta palavra), dos momentos e de tudo o resto, um dia sentirei saudades de qualquer outra coisa, porque fazem parte de mim, porque sou portuguesa e os portugueses adoram esta palavra, porque ter saudades é bom... Talvez um dia chegue mesmo a ter saudades do tempo em que ainda tinha tempo de escrever parvoíces aqui. Talvez um dia...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Obrigada a todos aqueles que se lembraram de mim hoje. E principalmente, obrigada a todos aqueles que se lembram de mim todos os dias e que me aturaram mais um ano da minha longa existência.
OBRIGADA <3

quarta-feira, 7 de julho de 2010

No outro dia andava eu às compras com a minha mãe no Pingo Doce em Aveiro quando parámos na zona do talho. Estava um menino de seus 3 anitos embasbacado a olhar para a montra… nisto chega-se ao pé da mãe, aponta e pergunta: Oh mãe, aquilo é um porco?
Pergunta mais que normal não fosse o garoto estar a apontar para um coelho…
No momento é claro que se acha graça ao miúdo, mas depois uma pessoa começa a pensar e chega à conclusão de que é muito triste… apesar de ser a realidade de muitas crianças “de cidade” é triste constatarmos que eles não conseguem distinguir um coelho de um porco, porque na realidade nunca viram nenhum a não ser em desenhos ou na televisão e quer num, quer noutro lugar um coelho pode ter o tamanho de um porco e vice-versa. Se lhe perguntássemos de onde vinha o leite, provavelmente nos responderia que vinha dos pacotes e que os ovos nasciam naquelas caixinhas com buraquinhos…
E são estas as crianças que vão tomar conta do nosso pais um dia? Crianças que não têm a mínima noção das coisas que se passam à volta delas?! Na verdade, no tempo delas os bifes já serão feitos em biorreactores e portanto já nem sequer será preciso matar as vaquinhas...
Seja o que Deus quiser.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Especial *.*

1, 2, 3, 4- Plain White T's



Give me more love than I've ever had,
Make it all better when I'm feeling sad,

Tell me that I'm special even when I know I'm not.

Make it feel good when I hurt so bad,
Barely gettin' mad,
I'm so glad I found you.
I love being around you.

You make it easy,
As easy as 1, 2... 1, 2, 3, 4.

There's only 1 thing,
2 do, 3 words,
4 you.
I love you (I love you)
There's only 1 way,
2 say those 3 words
That's what I'll do.
I love you (I love you)

Give me more love from the very start,
Piece me back together when I fall apart,
Tell me things you never even tell your closest friends.

Make it feel good when I hurt so bad,
Best that I've had,
I'm so glad I found you.
I love being around you.

You make it easy,
As easy as 1, 2... 1, 2, 3, 4.

There's only 1 thing,
2 do, 3 words,
4 you.
I love you (I love you)
There's only 1 way,
2 say those 3 words
That's what I'll do.
I love you (I love you)

I love you (I love you)

You make it easy,
As easy as 1, 2... 1, 2, 3, 4.
There's only 1 thing,
2 do, 3 words,
4 you.
I love you (I love you)
There's only 1 way,
2 say those 3 words
That's what I'll do.
I love you (I love you)

I love you (I love you)
1, 2, 3, 4
I love you (I love you)
I love you (I love you)

sábado, 3 de julho de 2010

Sei que tudo vai mudar- Just Girls

Não sou fã nem de longe nem de perto, mas a 23 de Agosto de 2008 assisti a um concerto delas. Esta música teve, naquele momento um grande significado, porque tudo aquilo fazia sentido. Hoje aconteceu uma coisa que me fez relembrar esse dia...


sexta-feira, 2 de julho de 2010

???

Há pessoas das quais gostamos logo. Há aquelas das quais nunca chegamos a gostar. E depois há aquelas das quais não gostávamos, mas passamos a gostar, as que gostávamos mas deixámos de gostar. Há aquelas das quais não é suposto gostarmos, mas gostamos e há aquelas das quais até devíamos gostar, mas por mais que nos esforcemos não conseguimos gostar. Porquê? Porque é que é tão difícil gerir sentimentos? Porque é que tem de ser tudo tão complicado? A resposta a esta última pergunta não é propriamente difícil e é unânime para muita gente... as coisas não são difíceis por natureza, nós é que as tornamos complicadas com perguntas, com parvoíces. Não podíamos simplesmente viver sem tantas interrogações? Na verdade não. São grandes perguntas que levam a grandes respostas em todos os campos e uma vida sem perguntas seria também uma vida sem respostas. E depois? Se nunca fizéssemos perguntas também viveríamos bem sem respostas. Mas teria a mesma piada? Não nos perguntarmos o porquê disto ou daquilo. Não termos curiosidade sobre aquilo que está para além do que a nossa vista alcança e as nossas mãos tocam?
Da janela do meu quarto vejo a Serra da Estrela. Desde os 15 meses que aqui vivo e nunca lá fui (vergonha dizer isto o.o) mas também não me importo. A serra nunca me despertou curiosidade (e agora lembrei-me que alguém me pediu uma foto da vista do meu quarto sobre a serra mas não me lembro quem foi). A curiosidade foi sim sobre o que é que está pra lá dela. Quando era pequena acreditava que não existia mais nada para lá dela. Que ali, naqueles montes que mudam de cor ao longo do dia e ao longo dos dias e que muitas vezes estão cobertas da mais branca neve acabava tudo o que havia para ver. Depois cresci e, claro dei-me conta do quão tolinha era e passei a querer não saber o que havia para lá (acreditava que não seria muito diferente do que via deste lado apesar de a perspectiva ser exactamente a oposta)... comecei então a querer viver lá. À noite vêm-se apenas algumas luzes emitidas pelas poucas casas existentes naquela zona da montanha, mas eu queria mesmo era viver onde não existisse casa nenhuma para além da minha. Só eu, a minha casa, o meu riacho e a montanha. Onde podia ser dona de tudo o que me rodeasse, onde me sentisse a dona do mundo. Onde por mais alto que fosse o rochedo onde me empoleirasse não conseguisse avistar mais nada do que as encostas da serra.
Ahahah como era doida eu. Agora já com mais uns anitos, mas com pouco mais juízo, nem quero lá ir, nem lá viver, nem saber o que há para lá do pico mais alto de Portugal... agora quero apenas sentar-me na minha janela a vê-la mudar de cor ao nascer e ao pôr do sol, ver a sombra das nuvens deslizar sobre as suas encostas onde parece não haver horas, onde o tempo existe apenas para os outros, onde tudo parece pacífico.
E teria sido a mesma pessoa que sou hoje se não tivesse feito todas aquelas perguntas quando era pequena e tentado encontrar as respostas na mais profunda da minha imaginação? Seria eu a mesma pessoa se não fizesse todos os dias perguntas e procurasse as suas respostas? Teria o mesmo significado, o mesmo gosto viver se esta vida não fosse uma busca incessante de respostas às perguntas que todos os dias nos são colocadas e nós colocamos? Haverá alguma vez resposta para todas estas perguntas? Seremos nós seres suficientemente iluminados para conseguirmos responder às perguntas que são lançadas para o ar todos os dias? Quem sabe... Tudo é possível. Até as crianças que nasçam daqui a 25 anos verem até aos 1000 anos...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

É tanta coisa e ao mesmo tempo nada. É euforia e calma. É acima de tudo sono e confusão. Não sei o que estou pra aqui a escrever nem se esta tão curta frase faz algum sentido porque já não consigo pensar... É melhor deixar a escrita pra outro dia qualquer...


(Avril Lavigne- Get over it)