terça-feira, 6 de outubro de 2009

E se eu morresse?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

"Somos fruto de uma geração que nos julga incapazes de tomar as nossas próprias decisões porque amamos de uma maneira muito louca, mas totalmente autêntica +.+"

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tudo tem um fim e as coisas boas acabam ainda mais depressa. Uma pequena mudança, um pequeno ajuste quando tudo é perfeito e tudo acaba. E quando as mudanças são enormes? Aí é impossível recuperar todo o resto .. são feitas promessas ao contrário mas o que é certo é que nada volta, o fim é definitivo, irreversível, inevitável. Podiamos chamar-lhe destino mas já o tinhamos feito antes quando tudo melhorou... então porque haveria o destino de criar algo para o destruir a seguir? Talvez seja como as crianças que constroem torres de legos pra desmanchar a seguir... ou como aquelas pesssoas que passam horas a equilibrar pecinhas de dominó para depois as verem cair em minutos ou mesmo segundos...
A verdade é que as coisas mudam e as pesssoas também. As mudanças são inevitáveis e muitas vezes necessárias... eu diria mesmo imprescindíveis. Mas e quando essas mudanças são tão profundas que deixamos de ser quem éramos? Quando olhamos para alguém que conheciamos como a palma das nossas mãos e que em pouco tempo deixámos de conhecer por causa dessas mesmas mudanças? O abismo que se abre entre duas pessoas quando isto acontece é gigantesco. As duas partes do abismo estão muitas vezes ligadas por uma ponte, que muitas vezes é demasido velha e perigosa para se atravessar e outras é demasiado comprida... Poderíamos dizer que por uma pessoa da qual gostamos realmente fazemos tudo e talvez até houvesse uma solução se cada uma das pessoas estivesse disposta a percorrer metade dessa ponte, por entre perigos ou mesmo km se fosse preciso.Mmas quando cada uma se encontra na sua ponta da ponte e apenas uma dá o primeiro passo, quando apenas uma se dispõe a atravessar a ponte que liga duas pessoas que outrora foram inseparáveis, aí não sei se realmente valerá a pena, porque se a ponte for velha e perigosa a pessoa que se dispôs a travessá-la sozinha provavelmente cairá no abismo porque o tempo passou e a ponte degradou-se ao ponto de não suportar a presença de ninguém em cima dela. No entanto se a ponte for apenas muito comprida a viagem vai parecer infinita e aí acabará por desistir da travessia por se sentir sozinha numa caminhada que deveria ser feita a dois. E então? Desiste-se das pessoas só porque elas mudam? Sinceramente não sei o que responder a isto. Numa visão mais romântica da questão responderia que se de facto se gostasses da outra pessoa o caminho nunca seria deamsiado perigoso, demasiado longo. Mas sendo prática responderia que se não somos importantes o suficiente páa outra pessoa percorrer metade do caminho por nós, então não vale a pena. Será sempre uma perda de tempo porque quando chegarmos ao outro lado do abismo já se criou outro ainda maior e irá sempre acontecer isto até um dia nos apercebermos que andamos a perder tempo e energia com algo que estava condenado desde o inicio...
Hoje vejo-me muitas vezes nesta situação. Adorei e adoro pessoas que mudaram demasiado pra conseguirmos ter o que tínhamos. Talvez o que nos separa não seja um abismo assim tão grande ao ponto de ser intransponível, mas que cresce a cada dia que passa e eu não estou mais disposta a cotinuar sozinha, não consigo.
Talvez um dia estejamos ambos dispostos a percorrer um caminho até ao mesmo ponto e aí possamos reconstruir tudo o que um dia tivemos, mas por agora vou também eu ficar apenas a fitar a ponte que nos separa...

sábado, 5 de setembro de 2009

Saudades são pedaços de tempo que nos fazem sonhar...

domingo, 30 de agosto de 2009

29 de Agosto de 2009

Número de convidados: +/- 20

Número de pessoas que foram de facto ao jantar: 5

Enquanto esperávamos pelas mais atrasadas eu e a Jessica conversávamos sobre uma ida ao cinema no ano passado e sobre o filme do Oiáááá (Panda do Kung Fu) que fomos ver..
Depois de já estarmos as 5 (éramos poucas mas boas) lá entrámos. E sim, é mesmo no feminino porque éramos só mulheres. Mesa pra 4… a Flávia fica na cabeceira (supostamente devia pagar a conta mas sendo uma forreta não pagou).
Ora, para todos aqueles que não sabem, o restaurante “Galitos” é o mais chique da cidade de Mangualde. Naquele belo estabelecimento as facas das entradas são postas no prato com uma precisão de mestre e caso não estejam mesmo, mesmo perfeitas tão rodadas pra a esquerda e pra a direita vezes e vezes sem fim até ficarem na melhor das posições (de reparar que só a faca da Flávia é que sofreu tais alterações consecutivas. Falta saber se as outras já estavam todas na posição certa ou se o empregado, que já nos conhece pois é quase sempre ele que nos serve os jantares ali, estava apenas a meter-se com a rapariga).
Depois de analisarmos cuidadosamente a ementa, já que os tão variados pratos nos estavam a deixar com dúvidas, pedimos algo que nunca tínhamos provado naquele maravilhoso e requintado restaurante… PIZZA! E para acompanhar, a bela da Coca-Cola.
Nem vale a pena fazer uma lista dos disparates que foram ditos àquela mesa, mas ficam com o vídeo da Jessica a comer 1/3 de uma fatia de pizza de uma só vez (de notar que era uma pizza das pequenas uma vez que já íamos na 2ª ronda).

Ora depois do belo do jantar pedimos a continha e decidimos perguntar se, por um mero acaso ainda existiam as cartolinas que lá tínhamos deixado há mais de meio ano (pra ser mais precisa no dia 23 de Janeiro do corrente ano). Já de saída, o empregado mais prestável do restaurante (que só vinha à nossa mesa se fosse a Flávia a chamá-lo) veio atrás de nós até quase à porta a dizer: “Adeus meninaaaaaaas”…
Como já é habitual depois dum jantar nos “Galitos” ficámos à porta a decidir pra onde íamos a seguir… As propostas eram inúmeras e, como sempre, demorámos bué a decidir mas chegamos a uma conclusão… Chill-Out.
Esperámos pelo namorado da Flávia e seguimos pra Pinheiro. Quando chegámos à entrada e nos disseram que a entrada eram 3€ pra ver o Melão, a única coisa que nos ocorreu foi irmos embora porque no supermercado o melão só custa 39 cêntimos o quilo…
Depois do fiasco do Chill-Out seguimos prá Quinta da Lagoa, onde quase nos levavam pelos cabelos até lá dentro já que nós parámos à entrada a decidir se ficávamos ou não. Como é óbvio não ficámos. Fomos dar connosco noutro bar em Nelas onde o empregado se sentou connosco pra aconselhar à Jessica uma bebida…
O empregado: Gosta de Gin?
Jessica: Gosto, gosto! (pausa) Pra ser sincera nunca provei…
E começaram a vir as bebidas. Primeiro as que já estavam feitas e depois, pouco a pouco, as que tinham de ser feitas na hora. Ora chega a bebida do Sérgio, ele prova e diz:”É uma merda!”
Nisto ainda veio a da Flávia e da Jessica que demorou bué porque, segundo fontes sentadas ao meu lado direito, as natas ainda não estavam prontas…
Já de saída o empregado pergunta ao Sérgio: “Tava bom?” ao que ele responde: “Tava, tava!” (com grande convicção).

No meio de toda esta diversão, a Marta e a Diana estiveram a apreciar os meninos que estavam sentados atrás de nós e quando nos viemos embora eles acenaram-lhes. Pra que não restem dúvidas o da Marta era o que estava sentadinho e o da Di era o que estava de pé e que até desenhou um coração no ar só pra ela. Como é óbvio elas querem voltar lá outra vez…
Já de volta a Mangualde, e como não podia deixar de ser fomos pró BP. Sentadinhos cá fora discutimos as mais variadas coisas, incluindo a indignação da Jessica por o irmão dela sair de casa “à uma da hora” e chegar só à hora de jantar e a mãe dela não dizer nada…
E assim, entre piadas e piadas lá se foi a noite…


Temos de repetir!

PS- a Marta já aprendeu a andar a mais de 60 Km/h e a não travar nas curvas. Agora só falta aprender a não fazer o pisca da esquerda quando entra numa rotunda…

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A litlle change

Há quem diga que pequenas mudanças desencadeiam GRANDES mudanças. Bom, hoje fiz o meu mundo mudar.
Não que tenha feito algo ao planeta em que vivo, pois esse não é o MEU mundo. O meu mundo é relativamente mais pequeno, mais restrito, relativamente mais meu…
Aquelas 4 paredes que constituem esse mundo (pra quem não percebeu refiro-me ao meu quarto) em que vivo constantemente em conflito comigo própria e com o resto da humanidade é onde, mesmo assim me sinto bem, segura, protegida de tudo, mudou um pouco.
Não fiz nenhuma mudança radical como mudar a mobília toda ou pintar as paredes de preto (algo que eu gostava bastante de fazer mas que a minha mãe não deixa). Uma rotação de 90˚ à cama, uma de 180 à cómoda, a eliminação de uma das secretárias e de uma das mesinhas de cabeceira que o constituíam serviu para que esse mundo onde vivo confinada, absorta de tudo o resto (coisa que mete confusão a muita gente) sofresse um pequeno abanão.
Ah fiz também questão de retirar de uma das prateleiras todos os pequenos bonequinhos que andava a juntar há, pelo menos uns 2 ou 3 anos, criancices como os bonecos dos Happy Meal ou as surpresas dos ovos Kinder, agora também a parte mais infantil do meu “eu” desapareceu… não por completo porque continuo a guardar todos os bonecos de peluche que tenho…
Bom, não sei se se pode considerar isto defeito, mas agora, com 19 anos ainda tenho dentro de mim uma criança que não tem mais de 5.
E enquanto os calhamaços dos livros que gosto de ler sobre homicídios e coisas do género contrastam com a infantilidade de todos os bonequinhos que me rodeiam dou por mim a também eu tentar mudar. Talvez não faça a minha vida dar uma volta de 180˚ ou nem sequer uma de 90, porque tal como a minha mãe diz sou demasiado comodista pra mudar o que quer que seja, mas talvez hoje tenha necessidade de mudar alguma coisa, ou simplesmente de me livrar de algumas…
Poderia começar por mudar o mau feitio que tenho, poderia deixar de ser egoísta, mesquinha, infantil, egocêntrica, ou mesmo má tal como muitas pessoas dizem que sou, mas aí deixaria de ser eu. Talvez fizesse um grande favor a muita gente que não me suporta se, simplesmente deixasse de existir, mas tenho a certeza que haveria de haver pelo menos uma pessoa neste mundo que iria sentir a minha falta…
Assim, decidi mudar coisas menos radicais. A partir de hoje, tal como já me foi dito, sou superior a tudo. As pessoas que não gostam de mim e me criticam pelas costas serão apenas como aquelas estátuas que há espalhadas por esse mundo fora e às quais ninguém dá a mínima importância…
Toda aquela raivinha que algumas pessoas provocavam em mim vai deixar de existir, tal como o ódio tremendo que cultivo apenas por uma pessoa no mundo inteiro. Agora, essas pessoas vão despertar em mim apenas uma coisa… INDIFERENÇA!!! Eu sou melhor que todos eles juntos. Posso até ser um pequeno (ou grande) poço de desfeitos, mas ninguém é perfeito e ninguém é melhor do que eu.
Eu sou apenas eu, Sílvia Reis, 19 anos, estudante de Bioquímica em Aveiro, alguém a quem falta, sobretudo juízo mas que vive bastante bem com isso e, peço já desculpa pelo cliché, quem está mal que se mude.
Hoje talvez tenha mudado muito mais do que o meu quarto, muito mais do que aqui escrevi, hoje talvez tenha mudado realmente…

domingo, 9 de agosto de 2009

Memories

É 1:20 e provavelmente já deveria de estar a dormir já que me levantei demasiado cedo pra aquilo que considero minimamente aceitável pra quem está de férias, mas o rol de memórias despoletado por uma conversa que tive no MSN com alguém não me deixa dormir… apesar do sono e das dores de cabeça o meu cérebro estava demasiado activo pra desligar e deixar-me dormir e já quase em desespero tive de me levantar… agora, sentada à secretaria as memórias, as recordações de um tempo que já lá vai continuam aqui a fervilhar como se tivesse vivido tudo aquilo ontem.
Deparo-me com um dado curioso! Há cerca de 15 anos que ando na escola e no entanto as melhores recordações, as melhores pessoas estão todas ligadas ao mesmo sítio. ESFA! A minha eterna ESFA.

Entrei pra lá quando iniciei o meu 9º ano. A escolha não foi minha, mas a conselho de muitas outras pessoas a minha mãe achou que seria mais fácil pra mim fazer depois a adaptação ao 10º ano se já conhecesse a escola, se já estivesse integrada no espaço. Lembro-me perfeitamente de ter barafustado bastante, mas lá fui.
O primeiro dia de aulas continua bem presente ainda hoje. Começámos as aulas uma semana depois de todas as outras escolas terem aberto as portas (logo aqui já comecei a gostar) porque a escola ainda estava em obras. No dia 24 de Setembro de 2004, sexta-feira! Não me lembro qual foi a minha primeira aula, mas lembro-me que foi na E 3. Um verdadeiro choque! Pra quem estava habituada a uma escola toda novinha, em que as paredes das salas eram de cores claras e no primeiro dia de aulas numa escola nova entra numa sala em que as paredes são verdes, estão completamente riscadas e a turma não é deveras das mais simpáticas que se pode ter, tem-se o desejo quase mórbido de nunca mais lá pôr os pés. Pois é. Foi o que me aconteceu a mim. No entanto a atitude foi mudando. Fui conhecendo o pessoal e apesar de a primeira impressão se manter até hoje sobre algumas dessas pessoas, fui percebendo que nem todas eram assim.
Passámos grandes momentos nas escadas de aceso ao campo por trás do pavilhão D. Fosse Verão ou Inverno, desde que não estivesse a chover, lá estávamos nós batidos e, se por acaso alguém estivesse a ocupar o lugar que era destinado ao 9ºA (apesar de não haver nada que indicasse que aquele sitio era nosso) iria saltar de lá depressa já que nós abancávamos na mesma como se não estivesse lá mais ninguém.
Era o nosso pequeno santuário. Era lá que passávamos quase todo o tempo em que não estávamos em aulas, era lá que alimentávamos os pequenos cachorros a mistos (que comprávamos quase de propósito pra matar a fome aos pobres animais), era lá que se faziam aqueles que eram os mais originais almoços da ESFA. Eu, mais duas malucas que me acompanhavam sempre, almoçávamos, quase diariamente, Santal Plus de Maçã e Skittles… uma refeição pouco recomendada mas que era um vicio contra o qual não conseguíamos lutar.
Foi neste mesmo ano que o Requito se tornou “a minha prima”… uma história demasiado complexa pra aqui ser escrita, mas que dura até hoje.

Bom, o 10º ano foi assim uma coisa… muita gente nova pra conhecer, alguns companheiros do ano anterior, mas acima de tudo um ano de libertação…
Grandes momentos. As aulas de química que eram uma moca porque aquelas actividades experimentais saiam, quase sempre, ao contrario do que era esperado. As aulas de filosofia em que não ouvia metade do que a prof dizia, as de matemática que eram bastantes semelhantes às de filosofia, as de inglês em que eu e a Jessica passávamos a vida a levar na cabeça por copiarmos a resolução dos exercícios das soluções e em que passávamos a vida a pedir a stôra que nos deixasse ir a casa de banho… e depois claro que a prof gostava mais do pessoal do 10ºA… eles eram muito mais bem comportados do que nós.

O 11º. Mudei de companheira de mesa, comecei a ficar viciada em bolachinhas nos intervalos. Ora o pacote tinha 8 bolachas, normalmente seriam 2 pra mim, 2 pra Cátia, 2 pra Marta e 2 pra Diana, mas o pior era quando o Paulo chegava e nós ainda não tínhamos acabado de as comer… lá se ia o pacote tudo só pró menino.
No fim deste ano, já em vésperas de exames nacionais aprendi que não se pode confiar em toda a gente, mesmo que essa dita pessoa tenha andado connosco na escola desde o 5º ano. Uma palavra mal dita, uma frase mal interpretada ou apenas pura maldade poderia ter acabado com amizades que prezava. Desde esse dia que digo que sou capaz de admitir tudo menos meterem-se entre mim e os meus amigos. Pessoas que fazem isso são pessoas tristes. Porque não tem vida própria e precisam deste mexeriquinhos pra terem alguma coisa com que se entreterem… dessas pessoas eu tenho apenas pena.
Bom, mas ainda antes vivemos a nossa grande viagem de turma. Espanha chamou por nós e nós lá fomos. Grandes directas, grandes escândalos no meio do corredor lá pras 4 ou 5 da manhã, grandes quadros com grandes buracos, grande sarau pra lá podermos ter estado. E, como não podia deixar de ser, grandes enterros. Ora houve alguém, que eu não sei quem tenha sido, que entra numa loja em plena cidade de Mangualde pra vender rifas e se depara com a dona da loja a falar baixinho… ora essa dita pessoa, numa inocência pura pensou que estaria, por ventura, um bebé a dormir e travou com a dita senhora uma conversa aos sussurros. Qual não é a vontade de esganar as colegas, quando chega cá fora e uma lhe diz que a senhora estava rouca. Ora portanto, aquela que na melhor das suas intenções falou baixinho, passou por parva e pior ainda, toda a gente que estava naquela loja àquela hora ficou, com certeza a pensar que a senhora estava a ser gozada… Sara e Raquel da próxima vez dou cabo de vocês.
E pronto, entre gargalhadas e histerias acabou mais um ano.

12º. O melhor dos melhores. Sobre ele poderia passar a resto da noite a escrever. Ganhei 3 irmãos, ainda por cima GÉMEOS, transformei raiva em amizade e depois num amor profundo, reavivei uma amizade que quero manter pra vida. Foi um ano difícil com um balanço positivo no final.
Mais uma vez tive grandes momentos. Talvez um dos pontos mais altos tenha sido a recriação da noticiada historia do “Dá-me o telemóvel”, mas desta vez envolvia um livro, o director da escola e não tinha qualquer acto de violência. Foi, decerto, das piores figuras que já fiz em toda a minha vida (e que nunca será esquecido já que existem filmes desse momento glorioso). E a culpa é da menina Flávia, que com uma escola tão grande se foi pôr a ler os poemas à entrada do pavilhão A.
Entre horas de almoço a fazer fotossíntese, aulas de AP em que era só parodia, aulas de biologia que davam pra aliviar o stress e aulas de EF em que nos baldávamos a maioria das vezes, chegou o tão temido dia. 6 de Junho de 2008. O fim de uma era que a maioria não queria que acabasse e que deixa tantas saudades.
Agora, já com o secundário acabado e quase a iniciar o 2º ano da faculdade é que me apercebo de como as coisas mudaram. Já não tenho aquela vontade de ir pra escola que tinha quando andava na ESFA, já não tenho aqueles momentos em que alguém dizia algo com vários tipos de interpretações e olhava pró lado e estava alguém que tinha aquele sorriso malicioso pois tinha pensado o mesmo que eu. Até a relação que tinha com os meus amigos mudou. Não culpo ninguém por isso, simplesmente aconteceu, porque as coisas mudaram, nós mudámos.
E agora, neste preciso momento olhei pró telemóvel e vi 9 de Agosto de 2009, por segundos fechei os olhos e pedi que quando os abrisse fosse dia 9 de Agosto de 2007. Estaria mais uma vez a preparar-me pra um ano em cheio na ESFA. No local onde melhor me sentia, naquela que era mais do que a minha escola, era uma 2ª casa, que nunca teria abandonado se não tivesse sido obrigada a isso… no entanto estamos em 2009, mas uma coisa é certa, cada lugar, cada esquina, cada parede daquela escola tem uma história que ficará para sempre guardada, não apenas no meu, mas no coração de todos aqueles que por lá passaram e que tal como eu amaram fazer parte daquela a que chamamos e chamaremos sempre a MINHA ESFA *.*

Dava tudo pra poder voltar atrás…